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Minibiografia

Fotógrafa, nascida, residente e atuante em Belém do Pará. Desenvolve pesquisas e projetos fotográficos sobre corpo, religiosidade, memória e território, transitando entre fotografia documental e antropologia visual, construídas a partir da convivência e da proximidade com as pessoas e territórios que fotografa. Seu trabalho investiga manifestações de fé, ancestralidade e pertencimento no Brasil, com especial interesse por experiências de resistência, permanência, pertencimento e transmissão. Em trabalhos experimentais, amplia essa pesquisa por meio do corpo, da matéria, da luz e do movimento.

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Em 2026, foi uma das artistas contempladas na 10ª edição do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, com o ensaio Catarse de Devoção. Participa de exposições no Brasil e no exterior e realizou três exposições individuais por meio de editais públicos estaduais.

 

Possui obras em acervos públicos no Brasil e no exterior, entre eles o Bibliothèque Nationale de France (BNF), Museum im Spital Grünberg, na Alemanha, o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, o Museu de Artes Plásticas de Anápolis, o Museu de Arte Sacra de Belém e as Galerias Benedito Nunes e Theodoro Braga, em Belém/PA.

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Statement

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Minha prática artística nasce do interesse pelas relações que se estabelecem entre pessoas, territórios, memória e espiritualidade. Investigo aquilo que sustenta modos de existência e permite que uma tradição, uma memória ou uma forma de pertencimento atravesse o tempo: resistência, permanência e transmissão.

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A fotografia e, mais recentemente, a videoarte são os principais meios através dos quais desenvolvo essa pesquisa. Em meus trabalhos documentais, construo projetos de longa duração a partir da convivência e da proximidade com as pessoas e os territórios que fotografo. Para mim, a aproximação é uma condição da imagem. Não me interessa observar à distância, mas estabelecer relações de presença, escuta e confiança, nas quais a experiência compartilhada possa atravessar a fotografia.

 

Grande parte da minha produção se volta para espiritualidade, ancestralidade e tradição no Brasil. Percorro diferentes territórios em busca das relações humanas que mantêm vivas práticas, memórias e modos de pertencimento transmitidos entre gerações. Interessa-me aquilo que permanece porque continua sendo vivido, recriado e compartilhado.

 

Em trabalhos de caráter mais experimental, essas questões se deslocam para o corpo, a matéria, a luz, o movimento e o território. A imagem deixa de ser apenas registro e se torna espaço de elaboração e encontro, onde o visível pode revelar também aquilo que não se deixa apreender completamente.

 

Meu trabalho se constrói entre proximidade e presença, entre memória e permanência. Busco criar imagens capazes de estabelecer uma relação sensível com quem as vê.

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© Paula Giordano, 2016. Todos os direitos reservados.

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